Posso dizer que hoje tive meu batismo de sangue no jornalismo. Às 7 e pouca da manhã recebi 1 pauta, 2 mortes, em Stella Maris - terra sem lei, como nos westerns italianos, bem lembrados pelo motorista Florisvaldo. Um pai morto na porta de casa, após reagir a um assalto, no qual o filho fora abordado por 4 homens. Reagir, o problema e a solução. Talvez, se ele não tivesse uma arma, todos estariam vivos para outro tipo de reação, como pressionar o poder público junto com os vizinhos, por exemplo. Mas, ao ver o filho sendo ameaçado, quem saberia da própria reação?! As armas, joguem fora suas armas, abram as portas das suas casas, deixem os ladrões entrarem. E ontem mesmo eu - não eu, o poema, que sou eu, mas não sou eu como eu sou - perguntava se deus chorava ou Deus mijava quando chovia. E hoje ele chorou. Depois da chuva dos familiares, pancadas, a cada filha que chegava. Depois do sangue descer as escadas até a rua. Depois dos homens levarem os corpos, quando a vizinha já lavava a calçada dispersando o vermelho, Deus chorou. Chorou uma chuva fina, ao meio dia, avisando que a vida continua. E que ele também sentia.
sábado, 22 de janeiro de 2011
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1 comentários:
talvez já nem recordes, talvez já seja deveras tarde e não me supreende que tantas desculpas lhe lhe pareçam um bolero, mas é um samba; que talvez lhe pertença porque de ti veio o desafio: "é só continuar o samba..."
E por tanto envio-lhe hoje sem maiores motivos, seis anos quase e após, o samba há muito criado. O samba cantado, talvez daqui a seis anos quem sabe assim sem aviso, quase descabido, ainda lhe chegue.
Abç.
A.
mágoas
são águas
não passadas
represam
um rio
de lágrimas
vêm inudar
as noites
sem luar
deste pobre homem
sem teu amor
a navegar
ah, se Deus me desse
o poder de me remir
voltar àquela tarde
do teu desencanto
causado por mim
eu não trocaria
teu apreço
por beijo mais de ninguém
na vida, meu amor,
agora eu aprendi
que quem tudo quer fica sem
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